9 de out. de 2010

Saindo do Assunto - Caso Bruno: Menor, primo do goleiro, nega que ex-policial tenha matado Eliza e jogado corpo aos cães



Justiça em Contagem, na Grande BH, ouve 2 testemunhas do caso ElizaRIO - BELO HORIZONTE. O adolescente de 17 anos envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, prestou depoimento ontem à Justiça, negando informações dadas à polícia durante as investigações do caso. Numa audiência no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o menor, que é primo de Bruno, disse que não conhece o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado pela polícia como o executor de Eliza e indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. O jovem disse ainda que inventou a história de que o corpo da vítima foi jogado aos cães por Bola.

Colocado frente a frente com o ex-policial, o adolescente disse que não o reconhecia e pediu desculpas por tê-lo envolvido no caso. O menor disse ter inventado a versão apontando Bola como assassino de Eliza. Ele disse que não foi coagido por qualquer pessoa a contar essa história. O adolescente já foi condenado a cumprir medida socioeducativa de internação, por cometer atos infracionais análogos aos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado.
Em outros depoimentos, prestados durante o inquérito policial, o menor já havia negado informações que prestara à polícia do Rio. No entanto, a Policia Civil de Minas Gerais levou em consideração o primeiro depoimento do jovem na hora de indiciar os acusados, porque o rapaz teria descrito com precisão o caminho até a casa de Bola e detalhes do local onde Eliza teria sido assassinada.
Além do adolescente, um policial que participou da investigação do caso prestou depoimento. Dois ex-caseiros do sítio de Bruno, em Esmeraldas, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Eliza teria sido mantida em cárcere privado, ainda serão ouvidos.
O advogado do ex-goleiro do Flamengo, Ércio Quaresma, informou que pedirá na próxima semana a mudança do regime de prisão do seu cliente para domiciliar.
- Depois de ficar durante tanto tempo constrito, ele está com problemas de natureza psiquiátrica - argumentou Quaresma.

O Globo

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